
Devido ao grande impacto que as declarações do ministro da Saúde José Gomes Temporão causou no setor de turismo – sugerindo que os brasileiros não viajem à Argentina e ao Chile por conta da gripe suína, o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV), Carlos Amorim Ferreira, representando as mais de 3 mil agências de viagens brasileiras emitiu dois documentos se posicionando contrário à medida ministerial e à maneira intempestiva como foi feita. O primeiro documento enviado a Brasília foi veiculado na quinta feira da semana passada e nele foram expostas as ações que a entidade vem fazendo – entre elas a gestão junto às companhias aéreas envolvidas nos voos regulares para que não haja penalidades nos casos de remarcações de datas ou cancelamentos Na sexta-feira, Carlos Ferreira voltou à carga e enviou ao ministro uma carta pedindo maiores esclarecimentos sobre a medida. O presidente da entidade pede mais clareza nas razões que levara o veto aos destinos e faz uma série de questionamentos a respeito da medida. “Precisamos esclarecer às agencias de viagens e seus clientes a melhor forma possível no sentido da escolha de um destino para suas viagens, buscando assim evitar o pânico e dar tranquilidade àqueles que pretendem viajar”. Abaixo a carta na íntegra:
Ao excelentíssimo Ministro da Saúde
Senhor José Gomes Temporão
Diante das declarações de V. Exa. recomendando que os brasileiros não viajem para os países com casos da Gripe A (H1N1), como cidadão e presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens gostaríamos de um esclarecimento maior acerca do assunto para que possamos elucidar às agencias de viagens e seus clientes quaisquer dúvidas e, ainda, orientá-los da melhor forma possível no sentido da escolha de um destino para suas viagens, buscando assim evitar o pânico e dar tranquilidade àqueles que pretendem viajar.
A gripe A é mais forte e mata mais que as gripes comuns? O grau de letalidade é alto?
Se o vírus já está circulando no Brasil, adianta recomendar que as pessoas não viagem ao exterior?
Como está sendo feito o trabalho de prevenção da doença nos aeroportos? Existe controle sobre as companhias aéreas no que diz respeito à higienização das aeronaves e do sistema de ar-condicionado? Além da preocupação em saber a procedência dos passageiros, alguém procura saber por onde os aviões circularam?
O estado do Brasil com maior incidência da gripe suína é São Paulo. Por coincidência, foi São Paulo o único estado a se manifestar, solicitando que brasileiros na viajem para Argentina e Chile. Devemos então recomendar aos nossos clientes que não viajem para São Paulo?
E os estados do Sul, onde o inverno é mais intenso? Devemos sugerir aos passageiros que evitem esses destinos?
Todas as respostas para essas perguntas, excelentíssimo Ministro, são muito importantes não só para o setor de Turismo, que gera empregos e renda e sente um forte impacto com esta medida, principalmente por estarmos no início da alta temporada de inverno na América do Sul, mas para toda a população.
O pronunciamento de V. Exa acabou por confundir a todos, uma vez que a Organização Mundial de Saúde não restringe viagens entre países desde o início do surto da doença e as autoridades argentinas garantem que implantaram um plano de atenção exaustivo ante a menor suspeita de novos contágios.
Acreditamos que um pronunciamento à nação, em Rede Nacional, esclarecendo essas dúvidas se faz necessário neste momento, quando a população se sente insegura até mesmo para viajar internamente.
Ao excelentíssimo Ministro da Saúde
Senhor José Gomes Temporão
Diante das declarações de V. Exa. recomendando que os brasileiros não viajem para os países com casos da Gripe A (H1N1), como cidadão e presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens gostaríamos de um esclarecimento maior acerca do assunto para que possamos elucidar às agencias de viagens e seus clientes quaisquer dúvidas e, ainda, orientá-los da melhor forma possível no sentido da escolha de um destino para suas viagens, buscando assim evitar o pânico e dar tranquilidade àqueles que pretendem viajar.
A gripe A é mais forte e mata mais que as gripes comuns? O grau de letalidade é alto?
Se o vírus já está circulando no Brasil, adianta recomendar que as pessoas não viagem ao exterior?
Como está sendo feito o trabalho de prevenção da doença nos aeroportos? Existe controle sobre as companhias aéreas no que diz respeito à higienização das aeronaves e do sistema de ar-condicionado? Além da preocupação em saber a procedência dos passageiros, alguém procura saber por onde os aviões circularam?
O estado do Brasil com maior incidência da gripe suína é São Paulo. Por coincidência, foi São Paulo o único estado a se manifestar, solicitando que brasileiros na viajem para Argentina e Chile. Devemos então recomendar aos nossos clientes que não viajem para São Paulo?
E os estados do Sul, onde o inverno é mais intenso? Devemos sugerir aos passageiros que evitem esses destinos?
Todas as respostas para essas perguntas, excelentíssimo Ministro, são muito importantes não só para o setor de Turismo, que gera empregos e renda e sente um forte impacto com esta medida, principalmente por estarmos no início da alta temporada de inverno na América do Sul, mas para toda a população.
O pronunciamento de V. Exa acabou por confundir a todos, uma vez que a Organização Mundial de Saúde não restringe viagens entre países desde o início do surto da doença e as autoridades argentinas garantem que implantaram um plano de atenção exaustivo ante a menor suspeita de novos contágios.
Acreditamos que um pronunciamento à nação, em Rede Nacional, esclarecendo essas dúvidas se faz necessário neste momento, quando a população se sente insegura até mesmo para viajar internamente.
Respeitosamente,
Carlos Alberto Amorim Ferreira
Presidente ABAV Nacional
Fonte: Diário do Turismo